segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Politicamente Correto


Segundo 'o filósofo da Folha de SP', Luiz Pondé,  ... - sei que é improvável que um jornal como a Falha de SP tenha em seu 'scratch' um filósofo, abro exceção ao bom e velho Conny, o único que possívelmente seria resgatado por Diógenes e sua lanterna - ...ser politicamente incorreto é, na realidade, ser politicamente correto. Assim , Pedro Cardoso, segundo Pondé, seria um mediocre, um imbecil, pelo simples fato de pensar na coletividade e consequentemente se afastar do fascismo e do totalitarismo da ideia privada, ideologia que povoa a mente dos empresários da informação, que compõem os oligopólios midiáticos disfarçados em liberdade de expressão.            


Conocordo em gênero número e grau com Pedro Cardoso, Pondé que me desculpe, mas seu livro, Guia politicamente incorreto da filosofia é uma ode ao pensamento Arrivista, ao lambe botas, ao lumpemproletário. Que lástima!!     


"Ser lúmpen (pessoa desprovida de qualquer tipo de princípio ético) é um estado de espírito que não se restringe a classes ou categorias sociais. O  ser lúmpen, é uma palavra alemã que significa, ao pé da letra, o mesmo que homem trapo. 

Se, para Euclides da Cunha, em Os Sertões, "o sertanejo é antes de tudo um forte", o homem lúmpen é, em definição, "antes de tudo, um fraco, um pusilânime, talvez um oportunista". O mal de lúmpen permeia todas as classes sociais, dos excluídos às elites; todas as etnias, todos os credos, homens, mulheres, gays, lésbicas etc." [...]


lumpemproletário
(lumpem[proletariado] + proletário)
1. [Sociologia]  Pessoa que pertence ao lumpemproletariado. = LÚMPEN
2. [Sociologia]  Relativo ao lumpemproletariado.

12 comentários:

  1. Pondé é um cone.

    Essa ideia de "politicamente correto" é uma grande armadilha. muitos adentram e não percebem que pregar a liberdade com o dito "politicamente incorreto" é se prender na tirania dos desejos e da irresponsabilidade, além de se adequar por completo ao status quo e se massificar.

    um bom novo ano, mestre!
    abs ;)

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  2. No mundo egoísta de hoje,pensar na coletividade soa como pecado...Gostei da fala do Pedro Cardoso.Disse tudo!

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  3. dandi, pro c também meu velho.

    tom, é fato, o fascismo nos seduz a melgulhar num individualismo patético.

    flz 2013 pro c tambémm

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  4. O fascismo tem a peculiaridade de se mesclar a adoração ao individuo e moção coletiva, creio que seja essa a principal característica do sistema. Isso me faz crê que é uma tendência natural humana, se vê como indivíduo, distinto de qualquer outro, e casualmente aceitar a liderança, na maioria das vezes forjadas e cheias de vaias de simulacros.

    A última característica que casa bem com o Lúmpen, o homem vazio, niilista passivo, seria o anarco-capitalismo, a exceção total do estado, e a competição capitalista na economia, baseada na meritocracia. E isso conceituada no Darwinismo, e pasmo, na Natureza.

    Bem, primeiro a natureza é não intencional, ela não elege nem determina ao sucesso permanente nenhuma espécie, outro ponto é que ela não basear, por não ter intenção, em uma única solução. E a competição, ou qualquer outro formato de relação, o parasitismo por exemplo, não é a única solução. A natureza não gosta de vazios, ela os preenche. E correlaciono isto a Nietzsche, quando fala da vontade de potência, força imanente de todos os seres na expressão da forças físicas, químicas, e enfim, biológicas de ocupar seu espaço, o que ratifica a luta e a revolução, a moção organizada dos excluídos.

    O segundo ponto, seria a forma desta revolução, enquanto violenta ou não violenta, volto a Nietzsche mas em outro pensamento, na remoção de toda a moralidade para definir as relações sociais, e elege a razão como único fator determinante, não o costume, que é o que é a moralidade enfim, neste ponto o que seria mais racional, no coletivo, como agir pela luta do poder, poder aqui no sentido que Foucault dá, na dá para considerar que alguém que preze sua liberdade e lute por sua coletividade, aceite a opressão, de modo passivo, desde que tenha consciência desta relação de poder. Ou seja, ter o direito de lutar, lutar de forma racional, pela não violência, e se preciso for com a violência necessária.

    O politicamente correto é formalizar o pensamento "na caixinha", mesmo que baseada em leis universais como os direitos humanos, mas é sempre necessário o espaço da revolta e a compreensão dela, a resistência é um direito.

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  5. Ah, feliz 2013, e lutem, sempre, pela defesa diversidade e igualdade de direitos.

    Vaias não, veias*

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  6. em termos darwinianos, para melhor sobreviver é preciso agregar. espécies sensíveis a isso, como a nossa são exemplo disso. parte de nossa história como indivíduos está na mente de outro, não temos memória sobre tudo o que fizêmos. isss sempre me encantou, a necessidade da vida em grupo.

    quanto ao politicamente correto, acho necessário sob o ponto de vista empírico: se a classe trabalhadora se desarticular, a classe dominante cria leis qua aumetam mais ainda seu poder, em detrimento do proletário. (via marxista)

    quanto ao individualismo, em Mauss, há uma passagem interessante: o homem coletor, pré-agrícola, assim que seu sistema operacional se fez consciente, ele teria sentido-se um deus. com o decorrer do tempo e a desobediência da naturza aos seus apelos, criou outros deuses e partilhos o poder. o home em sua instância primordial, em sua proto-existência mental, era como nietzsche desejava: um deus.

    assim a história passou a ser a desnietzschezação do homem.

    alguém tem colírio? eh eh eh eh eh

    viagemmmmmmmmmm

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  7. Exato, mas essa é outra solução com exemplificação, o memes, da natureza, ou seja, a natureza é bem mais ampla. A classe que não detêm o poder, deve o procurar, para ter justiçada as suas necessidade, como representação, isso não apenas na política mas na etnia também. A volta ao "homem aristocrata" deve partir das premissas da liberdade, do reconhecimento da necessidade do outro e da sua mesma condição, alteridade e empatia. E sem uma moral para guiar ou um governo ditatorial ou a falsa democracia hora existes.

    O homem nietzschista tem como base se desvincilhar do egoísmo, da visão individualista medíocre e confiar no seu igual, como origem de respeito e coragem, qualidade primais no homem.

    A viagem é coerente, e passa o bicho, canis.

    Já viu a febre do rato? Tem no youtube completo.

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  8. não dá para considerar que alguém que preze sua liberdade@

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  9. já saquei isso, o indivíduo de nietzsche, aquele que cria a própria moral,
    é mal entendido por quase todo mundo. inclusive o foi pelos nazistas...

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  10. Muito bom, caro Sávio! Quanto à Filosofia, não é de se esperar muita coisa de uma mídia que trata até mesmo os receios paranoicos de Olavo de Carvalho como "grande" filosofia...

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  11. grande waldísio, seja bem-vindo em nossa casa.

    boa lembramça: olavo de carvalho e pondé, juntos, também formam o

    cone indicado pelo dandi: convergem sempre para o mesmo ponto reacionário.

    (se é que entendi o cone de dandi) rs

    abraços.. e flw 2013

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  12. http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-educacao-colabora-para-a-perpetuacao-do-racismo/

    Aqui mais uma visão para enriquecer o papo.

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