segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Poema


Prefiro o sol.

Mesmo na tarde fria, o sol.

O túmulo me espera plácido,

Flores sobre o concreto.

O pó em potencial.

Morre-se antes, na indiferença da vida.

O chão recebe meu corpo.

Meus olhos vislumbram o céu.

Eles e as nuvens na longa tarde do céu.

E eu que acho tudo calmo.

A tempestade guardada no peito.

Escondo-me na depressão. Abismo líquido.

Etérea mão que não afaga o ego meu.

Prefiro o sol.

Mesmo no vento frio, o sol.

O formato das mãos são claros.

Um riacho me disse que era feliz.

Não sabia quem era, nem para onde ia.