quinta-feira, 15 de março de 2012

Dilma e os ratos do congresso, da mídia, do PT, PMDB e derivados


Esta crônica tem a finalidade de homenagear as mulheres, pois no último dia 8 de março, data tradicionalmente dedicada às comemorações do dia Internacional da Mundial, eu me dei conta do quanto foi tortuoso o caminho da atual Presidenta Dilma Rousseff, até sua chegada ao cargo maior da administração pública dessa nossa ‘Terra Brasilis’.

Não é à toa que o ex-presidente Lula disse, logo que ela assumiu: “Se um dia ela brigar comigo, ela vai estar certa!” e só hoje eu entendi essa frase. Dilma, forte como um carvalho, mas com a ternura das mães e avós de primeira grandeza, não mima, mas sim estimula aqueles que querem ir adiante e desejam construir coisas boas para gerações que ainda estão por vir. Chamo a isso de pensamento de grandeza ética e de fundamental importância.

Outra coisa que gosto na Dilma é que ela não passa a mão na cabeça de rato: seja do PT, PR, PMDB, PP, PV,PDT, PSDB e mais iguais. Infelizmente, os partidos de nosso país têm como projeto a instauração imediata da ‘República Ratazânica’ sobre os bens públicos. Mas está lá a figura da mandatária maior, com as mãos nas torneiras fechadas do dinheiro público, dizendo claramente, e até mais alto do que a mídia, “não são tetas, meus caros roedores!”. Por isso a oposição ao seu governo vem de sua própria base de apoio no Congresso Nacional. Remédio pra isso? Reforma Política.

Mas isso tem um lado bom, ela sabe onde estão os ratos, ela sabe a cor e as siglas de seus partidos, ela conhece seus desejos. E como eu queria que ela, com um simples gesto, os enviasse ao fogo do inferno; precisamos de um pouquinho de paz, o que corresponde a um pouco de vida sem corrupção, e nosso Legislativo podia colaborar um pouco e quem sabe, com um projeto de lei que obrigasse a todo parlamentar a ser honesto, pelo menos um dia do ano.

Porém, quem tem a culpa, na verdade, somos nós, que elegemos os parlamentares. Que vergonha! Faça um esforço, caro amigo, não reeleja nenhum representante do Legislativo: seja municipal, estadual e, principalmente, federal. Dê uma chance a você mesmo. Procure homens honestos. É difícil, eu sei, mas temos que tentar.

Agora quero apelar para sua memória, sim, é pra isso que devemos usar a história, para nos lembrarmos do que já dissemos e ouvimos e entender o tamanho da barbaridade que, às vezes, nos rodeia. Estou me referindo à última campanha eleitoral presidencial, em 2010. Você se lembra, caro leitor, o que disseram de Dilma Rousseff? Não! Mas eu me lembro.

Católicos e evangélicos, imersos em chantagens emocionais, proclamavam aos sete ventos que Dilma era uma assassina, pois desejava praticar abortos em praças públicas. Tivemos até um padre com um ataque histérico, numa missa transmitida por um canal de concessão pública, dizendo que não votaria em Dilma porque, quem o fizesse, iria para o inferno. Quanta ética dessa boca ‘santa’.

Os machistas a acusavam de lesbianismo, como se fosse possível deixar alguém de lado, excluído da política do mundo por sua simples opção sexual e em pleno século XXI. É Mole? Quantos e-mails de médicos, dentistas, professores e mais do mesmo não recebi com esse tipo de acusação: Dilma é lésbica. Por isso não vote nela.

Os saudosistas da Ditadura alegavam que ela havia assassinado um soldado, em pleno período da Ditadura, nos chamados anos de chumbo. A Folha de São Paulo, fiel cabo eleitoral do ‘tucanismo’, chegou a publicar uma ficha falsa da então guerrilheira, Dilma Rousseff, que também roubava bancos, segundo seus detratores midiáticos.

Que risco não corremos, meu povo, pois se naquela eleição José Serra tivesse vencido, a essa altura os ratos já teriam transformado o Brasil num queijo Suíço. E ele em seu trono, com apoio da mídia, dizendo que tudo estava indo bem, no caminho certo.

Mas esqueçamos esse pesadelo. Pois é justamente no governo de uma mulher, Dilma Rousseff, que pela primeira vez vai ser julgado um criminoso da Ditadura, fruto dos inquéritos da Comissão da Verdade. Um país, para ser grande, não pode jogar a sujeira pra debaixo do tapete. Viva Dilma!!!